Usamos cookies para oferecer a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você está satisfeito com a Política de Privacidade.
PFIC Artigo

PFIC: a importância do diagnóstico precoce e o cuidado

A colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC) faz parte de um grupo de doenças genéticas ultrararas que compromete gravemente a função hepática desde a infância. Causada por defeitos nos mecanismos de secreção biliar, a enfermidade leva ao acúmulo progressivo de bile no fígado.

Trata-se de uma doença com desfechos graves precoces expressiva quando não tratada adequadamente. Dados consolidados na literatura indicam que, nas formas mais graves da doença, menos da metade dos pacientes chega aos 18 anos sem ter precisado de cirurgia ou transplante hepático.

Como surge a suspeita e a confirmação?

Os primeiros sinais da PFIC costumam surgir ainda nos primeiros meses de vida. Coceira intensa e persistente, alterações nos exames do fígado, icterícia prolongada, fezes claras, a barriga que cresce além do esperado, e dificuldades relacionadas ao crescimento e ao ganho de peso podem servir como alertas para a investigação da doença.

No entanto, por se tratar de uma condição rara e com manifestações que podem se assemelhar às de outras doenças hepáticas, muitas famílias enfrentam uma longa jornada em busca de respostas.

A confirmação da PFIC combina avaliações clínicas, exames de sangue, de imagem e investigação genética. Nesse processo, o sequenciamento genético ajuda a identificar a alteração exata por trás da doença, trazendo mais precisão ao diagnóstico.

No entanto, um resultado genético inconclusivo, o que pode acontecer em alguns casos, não descarta a doença e nem impede que o paciente receba o tratamento e os cuidados adequados desde o início.

Cuidado adequado

Como a PFIC pode afetar diferentes aspectos da saúde e do desenvolvimento infantil, o acompanhamento multidisciplinar, que envolve diversas especialidades, desempenha um papel essencial no cuidado de quem tem a doença.

Além do monitoramento da função hepática, é necessário acompanhar questões nutricionais, crescimento, desenvolvimento e os impactos emocionais causados pelos sintomas da doença.

Esse olhar integrado permite atender às necessidades individuais de cada pessoa que convive com a doença e oferecer mais suporte às famílias.

O cuidado adequado da doença exige, além de uma abordagem multidisciplinar, tratamento farmacológico.

Atenção às complicações e aos estágios avançados

A PFIC é uma doença progressiva.Ao longo do tempo, as pessoas com a enfermidade podem apresentar agravamento da função do fígado, déficits nutricionais importantes e outras complicações associadas à colestase crônica. Em alguns casos, a progressão da doença torna o transplante hepático a única alternativa terapêutica disponível.

O valor da descoberta precoce

Assim como acontece com muitas doenças raras, o diagnóstico precoce pode fazer uma diferença significativa na trajetória dos pacientes com PFIC.

Quanto mais cedo a condição é reconhecida, maiores são as possibilidades de controlar sua progressão e minimizar seus impactos.

Por isso, ampliar o conhecimento sobre os sinais de alerta da PFIC e fortalecer o acesso ao diagnóstico são medidas fundamentais para que crianças e famílias encontrem respostas mais rapidamente e tenham a oportunidade de receber o cuidado adequado no momento certo.

ALLSC-BR-000951 – Jun/26

Compartilhar: